Tuesday, January 17

a banalização do mal


a imagem anexa tem um poder monstruoso .... nem precisa de tradução ou comentário ... é a ilustração da falta de de tudo o que poderia colocar estes soldados acima dos vermes fecais ... eventualmente ilustra outras coisas como a dissolução do império de que fazem parte... qualquer que seja a razão de uma guerra ela perde-se num singelo acto de humilhação final do inimigo ... é claro que, para mim, a renuncia à racionalidade e à compaixão por parte dos que à partida me são mais próximos não me coloca no oposto de sentimento ou escolha porque os que ali jazem são os que desfiguram mulheres por razões idênticas às dos que ali urinam ... ou seja a total ausência de Razão e Luz... é de um lado e outro o triunfo do mal em estado puro ...da ignomínia ...

mas, metaforicamente falando, de mansinho entre nós há os que urinam, escarram e cagam na nossa inteligência com base quotidiana e a maior parte de nós aguenta... sem dar por isso, com indiferença, com conformação, com estoicismo, com raiva, com pavor .... mas aguentam e não falta quem mije em cima de nós.... e nós deixamos também que esse mal se torne parte da rotina do dia a dia ... ou então tem dias ... pelo menos a dose de estupidificação e imbecilização é notável ....

7 comments:

Anonymous said...

a guerra é por definição a banalização do mal! convenções, acordos, leis de cavalheirismo e o diabo a sete, são apenas devaneios de vitoriosos em tempos de paz. Está na natureza humana ter comportamentos abjectos quando enfrenta condições extremas. Temos que lembrar-nos que provavelmente nem 10 minutos haviam passado em que mijador e mijado se queriam matar reciprocamente....por isso nunca tive esperança que em guerra a compaixão ou a humanidade sejam a regra...uma vez iniciada, a guerra só tem uma condição - a vitoria. No final o vitorioso re-escreve todas as definições de bem e de mal (o derrotado), das artes da guerra e de compaixão. Tudo regado com sangue dos seus e dos derrotados, que é para ser ainda mais impressionante, junto da populaça...por isso actos de compaixão, misericordia, tratados do bem e do mal, devem ser todos usados antes de a guerra iniciar...porque depois já é tarde demais!

Madrid

Bestunto said...

Mau Maria!

Mais um texto sério e deixo de ler!

e-ko said...

se a imagem de baixo era a metáphora do euro, esta é a metáphora do actual aparelho do estado encabeçado pelo actual desgoverno...

pouco a pouco, estamos cada vez mais indignados e com tendênçia para perder o sentido de humor que nos deveria salvar... mas, talvez, que, aççim, os çorrizos não nos desviem da realidade que deve ser vista çem escapatórias. :)

Joao Raposo said...

Imagens abjectas, como abjecta a "ideologia" que as sustenta.
Mas não são suficientes para justificar o comentário anónimo que aponta para a natureza humana como a "culpada" destes actos. Em situações limite o ser humano pode matar, mas torturar ou humilhar não resulta de nenhuma situação limite.
Em situações limite o ser humano é também capaz de morrer pelo outro.
Já agora, que idade têm estes soldados? 19, 20 anos? Talvez um pouco mais. Que sabem da vida para além de um treino militar onde lhes apontam o inimigo e lhes dão ordem para matar?

e-ko said...

toc, toc, toc, JMF,

aviso:

está a iniciar no canal arte um programa em directo do parlamento europeu, por causa dos 10 anos do euro e fala o novo presidente do parlamento.

mfc said...

Como tudo isto nos assenta como uma luva...

monko said...

algum de vicês pasou por uma situação em que sejam levados <ao extremo?